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Carregamento de baterias de lítio

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Pedro Isidoro Posted: 3 Nov 2012 21:05

Boas noites,

Como se está a falar de baterias de lítio devo acrescentar mais algumas dicas informativas baseadas no meu VE.

Por acaso ainda não procurei informações sobre a marca e as características das baterias do PHV. Todavia, a informação que o pessoal das motas de lítio tem é: carregar sempre que possível.

Passo a dizer porquê com base nas informações das minhas baterias de 70Ah - CALB (China Aviation Lithium Battery).

Como podem verificar, num dos sites que vende material para VE's aparece a imagem de uma bateria, assim como algumas informações telegráficas da mesma:

Se repararem na última frase, aparece a informação de que "podem ser recarregadas a qualquer momento. Sem efeito memória". E isso irá estar associado a uma outra informação da figura seguinte - o número de ciclos:

Isto é, o número de vezes que se pode descarregar 80% da carga da bateria. Neste caso são 2000 (quando ouvirem falar em baterias de chumbo ou gel este número baixará para uns 200 ciclos. Daí o lítio ser tão badalado. É muito mais leve, mas mais caro).

Em termos concretos isto significa que posso realizar com estas baterias, teoricamente, 2000 descargas/cargas. Isto permitirá percorrer, por exemplo para facilitar cálculos, 100km. Ora, se eu fizer isto 1 vez por dia, então tenho, à partida, (2000/365 = 5,5 anos).

Agora, primeiro pormenor comparativo. Se ao invés considerarmos uma bateria de 40Ah, as características são quase as mesmas, apenas muda a intensidade da corrente com que se podem carregar/descarregar (que terá que ser menor). O número de ciclos, esse mantém-se.

Ora, se tentar percorrer os mesmo 100km com umas baterias de 40Ah não irei conseguir, pois têm menos capacidade (i.e., carga). Mais à frente abordarei o valor 4,4kWh das baterias do PHV.

Nas minhas deslocações diárias nunca esgotei a carga das baterias. Aliás, no meu CB o primeiro led só se desliga aos 30km percorridos. Depois seguem-se mais 8 led's para apagar. Caso tivesse umas baterias de 40Ah, no final desses 30km já teria cerca de 50% de descarga, enquanto que nas minhas apenas tenho uma descarga de uns 25%. Portanto, longe dos tais 80% de há pouco. Para fechar este primeiro raciocínio, quanto maior for a capacidade das baterias, menos esforço se exercerá nas mesmas. Como eu diariamente consumo uma percentagem muito inferior aos 80%, então, a longevidade das baterias aumentará imenso, pois 25% não corresponde a um ciclo completo. Espero ter muito mais que os 5,5 anos!

Se tiver uma oportunidade para carregar e não a aproveitar, então estarei a contribuir para uma descarga maior, e consequentemente 1 ciclo completo (1 dos tais 2000). Daí ser muito importante a máxima "carregar sempre que possível". Tantas vezes que saio de casa e vou até ao Forum, e quando chego lá tenho 5 ou 10km consumidos, mas claro que enfio logo com ela na tomada (se o Mobi.E estiver OK).

Quanto mais carga melhor! Menos esforço e menos ciclos de descarga/carga. E é isto que o pessoal das motas tem andado a fazer. Esperamos não andar equivocados!!!

Agora o valor 4,4kWh. O Watt (W) é unidade de potência. O Wh é uma unidade que foi "inventada" para os consumidores entenderem melhor se uma máquina elétrica, ou uma habitação por exemplo, consome muito ou pouca energia. Em regra, os nossos consumos de eletricidade medem-se em kWh, e o seu preço é 0,16€/kWh.

Quanto mais potentes forem as máquinas, mais energia consomem enquanto estiverem a funcionar: potência = energia/tempo. Daqui tira-se que: energia = potência x tempo. Portanto, no PHV temos 4400W x 1h = 4400Wh = 4,4kWh. Não é muito, mas como já vimos são muitíssimo bem aproveitados Smile. O Tesla model S mais barato tem 40kWh nas suas baterias (autonomia 250km). O mais potente tem 85kWh (autonomia 480km)!!!

Os 70Ah de capacidade das baterias resultam de: intensidade = carga/tempo. Logo, carga = intensidade x tempo. Neste caso, 70A x 1h = 70Ah, permite debitar 70A para o motor durante 1 hora, e percorrer uns 90-100km à velocidade de 80km/h (dependendo claro da temperatura, declive, peso,...).

Depois deste testamento (espero não ser excomungado...), tenho que ir descobrir qual a capacidade das baterias do PHV.

E reforço a minha resposta à questão colocada. Na minha opinião, carregar sempre que possível. O lítio agradece e durará mais tempo!

Os valores da resistência interna que o João referiu variam de marca para marca, e convém serem o mais baixo possível para provocar menos dissipação de energia e menor aquecimento.

DB - SW Predator 70Ah ; DB - Leaf Coimbra ; A gastar e- desde dezembro 2011...

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Pedro Isidoro:
Todavia, a informação que o pessoal das motas de lítio tem é: carregar sempre que possível.

Não sei qual a origem desta informação, não sei se se aplica a outros casos, mas no manual do PHV diz claramente para não deixar a bateria carregada por muito tempo:

Deixe a bateria híbrida (bateria de tração) com pouca carga quando deixar o veículo parado durante um longo período de tempo.

E estranho a tua informação sobre as motas, porque tudo o que tenho lido no visforvoltage, forum que conheces certamente, diz o contrário.

Mas nestas coisas sem se ter conhecimento técnico que justifique, coisa que confesso não ter, prefiro ir pelo que o fabricante me diz.

Pedro Isidoro:

Passo a dizer porquê com base nas informações das minhas baterias de 70Ah - CALB (China Aviation Lithium Battery).

Como podem verificar, num dos sites que vende material para VE's aparece a imagem de uma bateria, assim como algumas informações telegráficas da mesma:

Não sei se querias escrever mais alguma coisa a seguir à imagem e te perdeste e esqueceste, mas não vejo nada na imagem que justifique esta tua afirmação. Dizer que podes carregar a qualquer momento não invalida que devas usar a capacidade armazenada o quanto antes quando ela está carregada ao máximo.

Podes detalhar mais por favor?

EDIT: Para não me repetir, lê esta thread por favor: http://prius-pt.com/cafe/forums/p/4322/36036.aspx#36036

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Pedro Isidoro:
Por acaso ainda não procurei informações técnicas sobre a marca e as características das baterias do PHV.

Esqueci-me de responder a isto... desculpa.

As baterias são Toyota, feitas pela Panasonic EV, uma joint venture com a Panasonic e detida maioritariamente pela Toyota.

Desde que o primeiro Prius foi lançado há 15 anos que as baterias são sempre Panasonic EV, produto desenhado e produzido in-house.

Não vais encontrar em lado nenhum, podes esquecer, as características das baterias da Toyota são um dos segredos mais bem guardados.

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Peço desculpa, pois carreguei em 'Enviar' antes de terminar o texto e entretanto estive a editá-lo Embarrassed...

João Prates:

(...)

Não sei qual a origem desta informação, não sei se se aplica a outros casos, mas no manual do PHV diz claramente para não deixar a bateria carregada por muito tempo:

Deixe a bateria híbrida (bateria de tração) com pouca carga quando deixar o veículo parado durante um longo período de tempo.

E estranho a tua informação sobre as motas, porque tudo o que tenho lido no visforvoltage, forum que conheces certamente, diz o contrário.

Mas nestas coisas sem se ter conhecimento técnico que justifique, coisa que confesso não ter, prefiro ir pelo que o fabricante me diz.

Nesse manual não quantificam quanto é "longo período de tempo"? Certamente não será uma noite. Talvez quando uma pessoa se ausente em período de férias? 

Sobre esse forum, não será referente às Vectrix de Níquel? Essas sim, têm que ter uns cuidados especiais. Não convém chegar e ligar logo à corrente. Aquilo tem um sistema de controlo de temperatura e é habitual o pessoal programá-las para começarem a carregar uma hora ou duas depois de as estacionar. (Mas isto é o que depreendi pela leitura dos relatos, e estou a escrever sem muitas certezas)

 

(Entretanto já fui dar uma vista de olhos no outro tópico)

O último ponto "Utilize a função do temporizador de carregamento o máximo possível a fim de carregar completamente a bateria híbrida (bateria de tração) imediatamente antes de arrancar." justifica completamente o que disseste, e há uma coisa interessante quando nós (os das motas) começamos a rolar logo depois de um carregamento terminado: todos referem que a mota fica muito mais "viva" e dinâmica. Poderá ser um comportamento análogo a este ponto.

 

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João Prates replied on 4 Nov 2012 2:04

Oh boy... senta-te Pedro... here we go...

Pedro Isidoro:
podem ser recarregadas a qualquer momento. Sem efeito memória

Isto é verdade para todas as baterias de iões de lítio, é uma característica intrínseca à tecnologia.

Pedro Isidoro:
Isto é, o número de vezes que se pode descarregar 80% da carga da bateria.

Não. O valor que referes é o valor possível se descarregares a bateria até 80% a um ritmo de 0.3C, ou seja a puxar em contínuo no máximo 21A.

Na tua condução da scooter ultrapassas esse valor com toda a facilidade.

A intensidade com que esgotas a bateria influencia muito o número de ciclos possíveis, é um dos parâmetros importantes.

Exemplo de ciclos de vida vs intensidade de descarga de uma bateria de Li-ion:

Pedro Isidoro:
Neste caso são 2000 (quando ouvirem falar em baterias de chumbo ou gel este número baixará para uns 200 ciclos

Que disparate Pedro... que baterias são essas? As de arranque dos automóveis?

Toma lá um exemplo de uma excelente bateria de gel de entre aquelas com que trabalho na minha área (renováveis).

Como vês consegues os 2000 ciclos com alguma facilidade, e para a janela com que recomendo se trabalhe chegas quase aos 4000 ciclos.

Pedro Isidoro:

Se tiver uma oportunidade para carregar e não a aproveitar, então estarei a contribuir para uma descarga maior, e consequentemente 1 ciclo completo (1 dos tais 2000). Daí ser muito importante a máxima "carregar sempre que possível". Tantas vezes que saio de casa e vou até ao Forum, e quando chego lá tenho 5 ou 10km consumidos, mas claro que enfio logo com ela na tomada (se o Mobi.E estiver OK).

Quanto mais carga melhor! Menos esforço e menos ciclos de descarga/carga.

Do pouco que eu percebo disto não é bem assim.

O que conta num ciclo de carga/descarga é a amplitude da carga/descarga a que tu submetes a bateria.

A Li-ion com pouca carga sofre, com muita carga sofre, com muito pouca carga morre quimicamente, com demasiada carga pode explodir ou arder.

A zona de conforto das baterias Li-ion localiza-se perto dos 40% de SoC. É nessa zona que devem ser armazenadas e mantidas fora de uso.

Tudo o que desceres ou subires a partir dos 40% aumentas o sofrimento da química da bateria, envelhecendo e reduzindo a sua capacidade.

Imagina que tens uma bateria que não deixas descer dos 40%. Imagina que carregas até aos 60% porque te chega perfeitamente para a volta.

Por oposição imagina que tens a bateria a 100%, gastas os mesmos 20%, e assim que podes voltas aos 100%. Gastas o mesmo, certo?

Qual dos métodos "utilizou" mais ciclos de carga? O primeiro ou o segundo? Resposta: Ambos são iguais, ambos usaram 20% de SoC.

Qual dos métodos "poupou" mais a bateria dando uma esperança de vida maior? Resposta: O primeiro sem dúvida alguma.

Infelizmente na prática de vez em quando temos de carregar a 100% para forçar a equalização das células entre si num banco... já lá vou...

Pedro Isidoro:
E é isto que o pessoal das motas tem andado a fazer. Esperamos não andar equivocados!!!

Lamento, mas pelo que tenho lido sobre baterias, e tem sido bastante ultimamente fruto da nova lei de auto-consumo... estão enganados sim.

Se puderem não ter a mota carregada a 100%, se não vos fizer falta tanta carga para a viagem que planeiam fazer, não a encham.

Mas...!!!! Isto é importante...!!! Tentem não deixar vir muito abaixo dos 40% de SoC. Nessa altura carreguem totalmente imediatamente antes do uso. Será melhor dar entre meia-hora a uma hora no verão entre o fim do carregamento e a utilização para não arrancarem com ela ainda quente. Quando está quente responde melhor, naturalmente, mas também se arriscam a sobreaquecer e danificar permanentemente.

É importante carregar totalmente para permitir a equalização das células dentro de cada banco da bateria. Se não o fizeres vais correr o risco de esgotar uma célula antes das restantes, essa célula vai passar a funcionar como resistência, eventualmente curto-circuitar... enfim... tudo mau...

Pedro Isidoro:
O Wh é uma unidade que foi "inventada" para os consumidores entenderem melhor se uma máquina elétrica, ou uma habitação por exemplo, consome muito ou pouca energia.

Caraças que arrepio me deste com esta "explicação"! Que possas utilizar o Wh para esse fim é uma coisa, agora dizer que "foi inventado" para isso... vai com calma rapaz... isto parece conversa de Mc Gyver... LoL...

Pedro Isidoro:
Em regra, os nossos consumos de eletricidade medem-se em kWh, e o seu preço é 0,16€/kWh.

Há dezenas, senão centenas, de tarifários eléctricos, para não falar de contratos negociados caso a caso. Não faças estas generalizações.

Pedro Isidoro:
no PHV temos 4400W x 1h = 4400Wh = 4,4kWh

Porquê 4.400 W x 1h? Porque não 8.800W x 0,5h? Porque não 2.200W x 2h? De onde veio essa 1 hora?

A capacidade oficial da bateria do PHV é especificada em 3 horas como sendo 21,5 Ah, e tensão nominal de 3,7 V por célula x 56 células = 207 V.

Quer isto dizer que se tirares 21,5 A durante 3 horas esgotas a bateria até à sua morte total e absoluta.

Multiplicando os 21,5 A por 207 V ficas com o valor preciso de 4,4505 kWh = capacidade total da bateria.

Mas tu não sabes qual a potência máxima que ela te pode entregar, e olha que não é 4.400 W de certeza... Wink

Não confundir capacidade com potência!!! Já perdi a conta às vezes que chamo à atenção para não extrapolarem kW para kWh e vice versa!

Para tua informação as potências máximas entregues pelas baterias de tracção de alguns modelos Prius:

  • 2G = 25 kW
  • 3G = 27 kW
  • PHV = 27 kW em modo HV e 38 kW em modo EV

Pedro Isidoro:
Os 70Ah de capacidade das baterias resultam de: intensidade = carga/tempo. Logo, carga = intensidade x tempo. Neste caso, 70A x 1h = 70Ah, permite debitar 70A para o motor durante 1 hora

Não, não, não, não... lá estás tu. Nada nas características técnicas que apresentas da célula te diz que podes descarregar a bateria ao ritmo 1C e com isso sacar os 70 Ah x 3,2 V = 224 Wh. Nada. Absolutamente nada. Aliás tens antes a indicação que a velocidade de descarga recomendada para uma boa "saúde" da célula é de apenas 0,3C, ou seja menos de 1 terço dos 70 A, mais precisamente recomendam cargas e descargas nos 21 A. Algo me diz que consegues os 70 Ah apenas se descarregares a este ritmo. Se quiseres vazar tudo numa hora se calhar nem aos 50 Ah chegas.

Todas as baterias (e células que as constituem) são classificadas numa determinada capacidade, mas essa capacidade é ditada num determinado período de tempo. É o valor nominal da bateria em determinado periodo de tempo. Antigamente usava-se a medida standard de 20 horas, mas mais recentemente tem-se alterado bastante, e nos dias de hoje cada fabricante joga com os tempos como lhe dá mais jeito para a publicidade.

Mais uma vez faço referência à data sheet da bateria OPzV que te dei há pouco da Hoppecke. Olha para a tabela das capacidades no início da segunda página. Podemos ir logo à primeira linha. Trata-se da mesma bateria em todas as colunas, estamos a olhar para a primeira linha apenas, ok? Repara agora como se descarregares a bateria ao longo de 100 horas (primeira coluna) consegues tirar-lhe quase 287 Ah. Mas se fores mais bruto e sacares o sumo todo em apenas 5 horas (5 colunas mais à frente) já só lhe tiras um total de 188 Ah. A capacidade de qualquer bateria varia com o rate of discharge.

Por isso quando alguém te diz que a bateria tem 70 Ah, a primeira coisa que tens de perguntar é "em quantas horas?". Como te disse, cada fabricante tem os seus standards infelizmente, por isso nada como ires aos manuais e data sheets para descobrires.

Pedro Isidoro:
Depois deste testamento (espero não ser excomungado...), tenho que ir descobrir qual a capacidade das baterias do PHV.

A capacidade total é como referiste e bem de 4,4 kWh. Mas como espero que saibas, nunca se usa a capacidade total da bateria. Os limites de SoC utilizados por cada fabricante neste nível são absolutamente secretos. Não são públicos e poucas pessoas o sabem... mas que o sabem.. sabem... LoL

No caso do PHV a capacidade útil é de cerca de 60% da capacidade total, ou seja perto de 2,7 kWh.

O carro consome perto de 3 kWh de energia da tomada, os restantes 0,3 kWh resultam das perdas de carregamento.

No que respeita aos limites de SoC, posso adiantar apenas que a Toyota desceu mais no limite inferior face à bateria NiMH do Prius 3G do que subiu no limite superior. A bateria Li-ion vem mais abaixo do que vinha a NiMH, mas sempre debaixo da asa protectora do "pai", o MCI e o "tio" MG1 prontos para entrar em cena e repor a carga a níveis confortáveis caso o limite seja atingido.

Ter um "anjo da guarda" a bordo que garante que nunca gastas carga a mais é um sossego e uma garantia de durabilidade da bateria que não têm paralelo no mundo dos EVs. Já o tempo que a bateria passa a sofrer com carga máxima no limite permitido do SoC superior depende apenas do utilizador. E nesse campo prefiro não deixar a minha "menina" a sofrer por muito tempo. Carrego o mais próximo possível da hora de sair.

Pedro Isidoro:
E reforço a minha resposta à questão colocada. Na minha opinião, carregar sempre que possível. O lítio agradece e durará mais tempo!

Espero que tenhas compreendido ao fim de tanto escrever que as coisas não são tão lineares assim.

Pedro Isidoro:
Os valores da resistência interna que o João referiu variam de marca para marca, e convém serem o mais baixo possível para provocar menos dissipação de energia e menor aquecimento.

Quanto mais carga dás à bateria mais resistência interna ela ganha. Esse é o problema. Aliás é precisamente isso que está a danificar todas as Vectrix Li e Li+ que estão no mercado com o software original. Foi isso que aconteceu com a minha. Era carregada até tensões demasiado altas. Não me referi à resistência interna como uma característica de fábrica estática. Nada numa bateria é estático, só o invólucro.

Chiça, tu já viste o que me fizeste escrever? São duas da matina! Arre! Wink

Olha, toma lá este link para aprenderes mais, tem muito sumo, muito mesmo, é um bom sítio para começares: http://batteryuniversity.com/

Abraço e boas leituras!

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É curioso... já não são os primeiros posts que ultimamente me aparecem escritos em "chinês"... Devil

Acho que o fórum entrou em geek mode... Stick out tongue

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Reparei que "refundaste" (está na moda agora, refundar...) o tópico. Assim fará mais sentido para quem vem de fora. E pelo que já li, vai ficar um belo tópico!

Após esta leitura fiquei com dúvidas relativamente ao que tem sido a minha postura com os carregamentos. É uma abordagem diametralmente diferente sem dúvida. Já me passou pela cabeça colocar um temporizador na tomada, mas esqueci esse assunto, pois é-me fácil chegar a casa e deixá-la ligada de modo a estar sempre carregada. Enfim, uma dor de cabeça que me deste já vi...

Já consultei o site e terei que comprar o livro que lá está (328 páginas deve ser uma bíblia; Achei curioso o autor chamar-se Isidor). Recentemente comprei dois livros acerca de construção de motas elétricas. Meti na cabeça que quero fazer uma conversão... e esse vai dar jeito, pois a escolha das baterias será um ponto crítico/fundamental. Gostei de ler esta frase "BatteryUniversity.com is written for the professional user who needs a basic understanding of battery behavior. It also served the ordinary user who wants to get the more life out of a pack. The website stresses the strengths and limitations of the battery, explains different battery types and provides useful hints in choosing a battery."

João Prates:

(...)

Não. O valor que referes é o valor possível se descarregares a bateria até 80% a um ritmo de 0.3C, ou seja a puxar em contínuo no máximo 21A.

Na tua condução da scooter ultrapassas esse valor com toda a facilidade.

A intensidade com que esgotas a bateria influencia muito o número de ciclos possíveis, é um dos parâmetros importantes.

(...)

Sim, claro. Olhando para o CB da mota tenho uma leitura instantânea da intensidade da corrente (consoante acelero muito ou pouco). A título de exemplo, quando subo a Av. Elísio de Moura (subida longa e inclinada daqui) a mota debita 100-120A. Obviamente dura 15 ou 20 s, senão se fosse sempre assim dava cabo da mota! (Aumentando ainda mais um pouco o "chinês" - 1C no meu caso corresponde a 70A, daí aparecer ali o 21A: 0,3x1C=0,3x70A=21A. Este "C" também foi uma novidade para mim. Desconhecia esta grandeza, mas dá imenso jeito e agora reconheço a sua importância). Adiante.

João Prates:
(...) Que disparate Pedro... que baterias são essas? As de arranque dos automóveis? (...)

Já fui consultar dois sites com motas com baterias de gel (chumbo) e apresentam 350 e 500-600 ciclos. Estava a ser mauzinho. A intenção foi apenas de mostrar que fazem muito menos ciclos.

João Prates:
 Toma lá um exemplo de uma excelente bateria de gel de entre aquelas com que trabalho na minha área (renováveis).

Como vês consegues os 2000 ciclos com alguma facilidade, e para a janela com que recomendo se trabalhe chegas quase aos 4000 ciclos.

Não conhecia, mais uma para adicionar aos Favoritos. Mas este contexto de utilização de baterias terá algumas diferenças para a utilização de baterias em VE's, certo? 

João Prates:

(...) Lamento, mas pelo que tenho lido sobre baterias, e tem sido bastante ultimamente fruto da nova lei de auto-consumo... estão enganados sim.

Se puderem não ter a mota carregada a 100%, se não vos fizer falta tanta carga para a viagem que planeiam fazer, não a encham.

Esta frase é que me está a fazer confusão. Vou ter que fazer um retiro espiritual para ver se preciso mudar de rumo ou não. Quero tratar o melhor possível as baterias. Está ali metade do valor da mota!

João Prates:

Mas...!!!! Isto é importante...!!! Tentem não deixar vir muito abaixo dos 40% de SoC. Nessa altura carreguem totalmente imediatamente antes do uso. Será melhor dar entre meia-hora a uma hora no verão entre o fim do carregamento e a utilização para não arrancarem com ela ainda quente. Quando está quente responde melhor, naturalmente, mas também se arriscam a sobreaquecer e danificar permanentemente.

É importante carregar totalmente para permitir a equalização das células dentro de cada banco da bateria. Se não o fizeres vais correr o risco de esgotar uma célula antes das restantes, essa célula vai passar a funcionar como resistência, eventualmente curto-circuitar... enfim... tudo mau...

De acordo. E daí a importância do BMS (Battery Manegement System). Permite que todas as baterias fiquem com o mesmo valor de tensão.

João Prates:

Pedro Isidoro:
O Wh é uma unidade que foi "inventada" para os consumidores entenderem melhor se uma máquina elétrica, ou uma habitação por exemplo, consome muito ou pouca energia.

Caraças que arrepio me deste com esta "explicação"! Que possas utilizar o Wh para esse fim é uma coisa, agora dizer que "foi inventado" para isso... vai com calma rapaz... isto parece conversa de Mc Gyver... LoL...

As "" já eram um aviso à navegação para não causar arrepios. É óbvio que dá jeito usar essa notação. Duas lâmpadas, uma de 40W e outra de 100W, ligadas durante 1h. A de 40 gastará menos energia, 40Wh, do que a outra, 100Wh (e o resultado está à vista, emite menos luz). Se fossem utilizadas as unidades do SI (Sistema Internacional) teríamos o valor de energia expresso em Joule (J), o que para os consumidores caseiros seria mais complicado de entender (a não ser que toda a população tivesse no mínimo o 9º ano de escolaridade). Assim a coisa simplifica-se. Se um eletrodoméstico tiver uma potência elevada e estiver ligado durante muito tempo, então gastará imensa "luz" (ou será eletricidade Idea?). Isto dos termos não-científicos tem que se lhe diga... Smile.

João Prates:

Pedro Isidoro:
Em regra, os nossos consumos de eletricidade medem-se em kWh, e o seu preço é 0,16€/kWh.

Há dezenas, senão centenas, de tarifários eléctricos, para não falar de contratos negociados caso a caso. Não faças estas generalizações.

Referia-me apenas à tarifa mais simples para orientar o raciocínio e para colocar uma referência.

João Prates:

Pedro Isidoro:
no PHV temos 4400W x 1h = 4400Wh = 4,4kWh

Porquê 4.400 W x 1h? Porque não 8.800W x 0,5h? Porque não 2.200W x 2h? De onde veio essa 1 hora?

É apenas o hábito de usar os valores unitários. Útil para entender as dezenas de fórmulas que abundam nos manuais Geeked.

João Prates:

A capacidade oficial da bateria do PHV é especificada em 3 horas como sendo 21,5 Ah, e tensão nominal de 3,7 V por célula x 56 células = 207 V.

Ah..., então sempre se sabe mais alguma coisinha sobre as características das baterias! Continuo admirado com o que um carro de 1800kg consegue fazer com apenas 21,5Ah de capacidade.

João Prates:
(...) Chiça, tu já viste o que me fizeste escrever? São duas da matina! Arre! Wink

Olha, toma lá este link para aprenderes mais, tem muito sumo, muito mesmo, é um bom sítio para começares: http://batteryuniversity.com/

Abraço e boas leituras!

Os momentos de inspiração devem ser aproveitados! Às vezes bem que tento escrever e não sai nada de jeito, outras vezes acontece isso. Não achas que ficou aqui um belo documento para a posteridade, e quem o ler ficará um pouco mais esclarecido. Mesmo havendo alguns momentos em que, Alexandre, isto parece chinês. Mas com o tempo melhora Wink!

E agora sou eu que tenho que resolver este dilema dos carregamentos. Quero que os VE's se afirmem porque são veículos espetaculares, mas para tal é preciso saber como tratá-los do melhor modo, para que a sua fiabilidade seja duradoura e baseada em factos reais. Não é por acaso que sempre que chego à garagem aponto os km percoridos, o consumo anterior e a energia consumida. Já vou em quatro ou cinco folhas e quando fizer um ano de VE já conseguirei fazer um "mini-estudo" sobre a prestação da mota. E se há coisa que não pretendo é prestar informações erradas, pois são muitos os curiosos que me fazem perguntas quando estou na rua a enrolar o cabo da mota. E a teoria da propagação do erro é uma coisa horribilis.....

 

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Pedro Isidoro:
Reparei que "refundaste" (está na moda agora, refundar...) o tópico. Assim fará mais sentido para quem vem de fora. E pelo que já li, vai ficar um belo tópico!

Sim, já nos estávamos a esticar muito para além daquilo que é o sentido de um tópico de pergunta e resposta, e muito mais longe ainda do PHV.

Este tópico é transversal a todos os veículos com componente eléctrica (bateria de tracção), sejam eles HV, PHV ou EV.

Temos de zelar pela organização para os temas serem fáceis de encontrar por membros e visitantes, por isso parti a thread e movi para outra área.

Pedro Isidoro:
Após esta leitura fiquei com dúvidas

Sempre que leio um post aqui que deixa com dúvidas a primeira coisa que penso é "fixe", porque é sinal que aprendi ou pelo menos fui alertado para algo que desconhecia. Muitas vezes depois de ler um post em menos de 1 minuto perco horas na net a investigar o tema. É lindo.

Pedro Isidoro:
Mas este contexto de utilização de baterias terá algumas diferenças para a utilização de baterias em VE's, certo? 

Certíssimo.

Esta em particular que te dei é baseada em chumbo, são baterias estacionárias, muito pesadas, feitas para serem robustas e não portáveis.

Pedro Isidoro:
Ah..., então sempre se sabe mais alguma coisinha sobre as características das baterias! Continuo admirado com o que um carro de 1800kg consegue fazer com apenas 21,5Ah de capacidade.

Sabe-se apenas as características básicas, mas data sheets completas como estamos habituados é para esquecer.

Relembro-te uma vez mais que 21,5 Ah é a capacidade total, não é a capacidade útil. Esta última é de apenas 60% da total, i.e. 13 Ah.

E já agora o peso do carro são 1.400 Kg e não 1.800 Kg, a menos que leve 4 ou 5 passageiros "cheios" LoL.

Ainda assim tens razão, fazer o que ele faz gastando tão pouca energia é obra. Mas mais nenhuma marca tem a experiência que a Toyota tem.

Vê este tópico para te espantares ainda mais: Prova Rally Silvretta 2012 - PHV vence!

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Passou-me este ponto:

Pedro Isidoro:

João Prates:

Pedro Isidoro:
no PHV temos 4400W x 1h = 4400Wh = 4,4kWh

Porquê 4.400 W x 1h? Porque não 8.800W x 0,5h? Porque não 2.200W x 2h? De onde veio essa 1 hora?

É apenas o hábito de usar os valores unitários. Útil para entender as dezenas de fórmulas que abundam nos manuais Geeked.

Não é essa a questão.

A questão é que não podes dizer 4.400 W x 1 h porque se puxares essa potência a bateria não aguenta 1 hora.

O que te tentei explicar é que a capacidade nominal de uma bateria é sempre tomada em relação a um determinado período de tempo.

A bateria do PHV tem 4,45 kWh de capacidade se diluires a extracção dessa capacidade ao longo de 3 horas, não em 1 hora.

É verdade que kWh = kW x h, mas ao aplicares a casos particulares e referires capacidade de baterias em concreto, tens de adaptar o tempo.

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Pedro Isidoro:
Mesmo havendo alguns momentos em que, Alexandre, isto parece chinês.

Big Smile

Pedro, tu és novo por estas bandas mas creio que já deves ter percebido que o que eu digo não é para levar [demasiado] a sério...Stick out tongue

Não se acanhem! Eu sigo tudo com muita atenção!Geeked

Mesmo quando a discussão produz areia em demasia para a mala (e porão!) do meu Prius!

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