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Travagem regenerativa regulável (patilhas)

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Luis Neves Posted: 5 Apr 2019 22:34

Algumas viaturas elétricas estão equipadas com sistemas de regulação do nível de intensidade da travagem regenerativa, designadamente o ioniq e o outlander. Através de patilhas no volante é possível slecionar desde o nível zero (sem travagem regenerativa, adequado para andar à vela em descidas suaves e em plano) até um nível 3 ou 4 onde levantar o pé do acelerador equivale a travar numa viatura convencional.

Há dias fiz uma viagem num ioniq e deu por mim a usar o sistema como se fosse mudanças, aumendo e reduzindo por forma a evitar tocar nos travões.

Mas a dada altura pus-me a pensar na real utilidade do sistema. Vejamos. Numa viatura equipada com este sistema face às reduções de velocidade pode ir-se aumentando/diminuindo a intensidade da travagem regenerativa, evitando tocar nos travões. Mas isso faz-se em apenas 3 níveis distintos, o que significa que numa descida acontece com frequência num dado nível o carro perder velocidade demasiado rapidamente, e no outro ganhar velocidade em vez de reduzir. Ora, se usar o travão pressionando apenas o suficiente para o carro manter a velocidade, este usa igualmente travagem regenerativa, e a intensidade aplicada é a que efetivamente é necessária. Usar o travão é como se fosse uma "caixa" de variação contínua, face ao uso de uma "caixa" de 3 ou 4 relações que consiste no sistema das patilhas.

Espero ter-me explicado e venham os vossos comentários. Haverá diferença na quantidade de energia recuperada? E qual a vantagem do uso das patilhas face a colocar o pézinho no travão? 

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José Mestrinho replied on 6 Apr 2019 0:28

Penso que, teoricamente, com o pedal do travão, se usado com a correcta pressão poderá fazer o mesmo trabalho de recuperação de energia. Mas como nunca usei o outro sistema não posso opinar acerca das vantagens do mesmo.

No entanto só tenho uma dúvida, se na prática, não haverá mesmo qualquer desgaste nos travões, isto é, nos HSD usando a posição B e nessas "caixas" com regulação da travagem regenerativa não há qualquer uso do travão, mas será que mesmo quando pressionamos levemente o pedal do travão por forma a usarmos só a travagem regenerativa não há, de facto, qualquer desgaste nos travões? Pergunto isto, porque na prática, parece-me que há sempre um ligeiro contacto entre as pastilhas e os discos quando se trava usando a regeneração.

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João Prates replied on 6 Apr 2019 10:35

Nos EVs não posso ajuizar com toda a certeza, mas nos HSD quando se toca no travão, a menos que seja mesmo muito mas muito ao de leve, a travagem mecânica entra sempre em acção, especialmente no início da travagem. Perdes portanto alguma regeneração possível sem usar travão.

Quanto ao uso das patilhas, ou de qualquer carro sem patilhas, a ação correcta para corrigir uma travagem regenerativa demasiado acentuada é sempre e só dar um cheirinho de acelerador q.b. para anular o excesso de regeneração.

O segredo não é trabalhar com o travão, é trabalhar com o acelerador.

Se o carro está a acelerar mais do que queres, tiras o pé totalmente do acelerador; se está a travar mais do que queres, aceleras um cheirinho.

Para isto ser possível de controlar com máxima eficácia e de forma fácil, tens de estar a utilizar um nível de regeneração suficiente para travar mais do que precisas quando tiras totalmente o pé, e assim poderes reduzir desaceleração se necessário pressionando um pouco o acelerador.

Se estiveres com regeneração fraca demais claro que terás de meter travões, e não é isso que se pretende.

Por isso é que no caso das viaturas que não têm vários níveis de regeneração o pessoal prefere sempre os que usam um nível forte.

Regeneração forte controla-se/anula-se com acelerador sem desperdiçar energia.

Regeneração fraca não dá outra hipótese que não seja actuar os travões mecânicos.

 

EDIT: Nos HSD pode-se optar pelo modo B, mas ainda se desperdiça mais que usando travões (excepto <37 km/h no 3G)

EDIT 2: No Prius 4G PHV ao rolar em EV deve-se sempre rolar em modo B, que ele não actua o MCI, e portanto obtém-se regeneração pura.

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Ok, jogar com o acelerador e não com o travão faz sentido, mas nesse caso voltamos à questão existencial: porque os níveis fixos de regeneração e não apenas um mais intenso?

Claor que tem vantagem pelo memos para uma melhor adaptação de condutores que usam pela primeira vez viaturas com travagem regenerativa, mas do ponto de vista funcional parece não ter vantagem...

Depois há a questão da recuperação de energia. De facto não faço ideia se usando o travão é igual ou se há uma componente de trabagem mecânica envolvida que leve a que a recuperação seja maior usando apenas travagem regenerativa, e se isso varia de modelo para modelo...

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