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O paradoxo híbrido

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Eu fico de fora disso. O original é um assombro, estou convicto que jamais poderá ser imitado ou melhorado por alguém que não tenha acompanhado a sua criação. Geeked

 

 

Há porém outras boas aplicações do híbrido...Agora que muito do conceito é conhecido, espanta-me como não se apostam em autocarros híbridos, ou pelo menos reduzir perdas...

 Há dias, quando fui buscar o PHEV a Lx, tive a oportunidade de ser transportado num autocarro da Carris, diesel, que era acelera-trava-acelera-trava, TODO o trajecto, que se presume seja TODO o dia útil da viatura. Um escândalo energético, que nos passa a todos pela frente. Nem o facto da companhia reclamar custos elevados operacionais e apresentar perdas astronómicas faz eco nos seus departamentos de compras/RH/manutenção:

- sei que não há ainda muitos modelos desses a circular, mas o pedido dum cliente faz mover o desenvolvimento dos construtores

- os condutores deveriam ter uma formação no estilo de condução

- quem repara e mantém deveria apresentar uma forte reclamação por travões e outros componentes assassinados todos os dias, para que quem gerisse tivesse um pouco de visão estratégica

etc. etc. etc.

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Telmo Salgado:

 Há dias, quando fui buscar o PHEV a Lx, tive a oportunidade de ser transportado num autocarro da Carris, diesel, que era acelera-trava-acelera-trava, TODO o trajecto, que se presume seja TODO o dia útil da viatura. Um escândalo energético, que nos passa a todos pela frente. Nem o facto da companhia reclamar custos elevados operacionais e apresentar perdas astronómicas faz eco nos seus departamentos de compras/RH/manutenção:

 

É verdade, todos os dias pela noite, quando chegam os Camiões de recolha de lixo fico arrepiado, aceleram fortemente durante 200 metros e depois travam fortemente.

Camiões de 20 toneladas, e vou eu ao eco-ponto

Reciclar garrafas e plásticos, não faz sentido.

Enfim é o País que temos.

 

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Alexandre Moleiro:
Surge então o paradoxo híbrido: "Reduzir o acesso à bateria/EV ao mínimo possível"

Porque fui eu que te "piquei" com esta, prometo logo à noite vir cá meter a minha colherada.

Estou com saudades do Prius-PT, e depois da conversa com o Luis Alexandre ontem ao telefone, tenho de dar o exemplo, custe o que custar!

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Mas já há autocarros e camiões hibridos.

Aliás, acabei de descobri esta noticia sobre um autocarro hibrido Volvo em testes em Lisboa:

http://pelanatureza.pt/mobilidade/noticias/autocarro-hibrido-e-testado-em-lisboa-40794079

É pena é não ter motor de combustão a GPL ou gás natural em vez de Diesel...

Mas a Hino (do grupo Toyota) já tem carros pesados hibridos há alguns anos.

Aqui está a lista completa de todos os hibridos existentes até hoje:

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_hybrid_vehicles

 

Sobre a eficiência do motor MCI do Prius, então sempre ouvi dizer que a eficiência de um motor a combustão é cerca de 20%, e vocês estão a dizer que o MCI do Prius anda sempre à volta de 90%. É mesmo assim, ou estou aqui a ver algo mal?

 

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Afinal acabei de descobrir que o 1º hibrido da Toyota nem foi o Prius, foi o Toyota Coaster, que é um autocarro:

http://en.wikipedia.org/wiki/Toyota_Coaster

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Carlos Rodrigues:

(...)

Sobre a eficiência do motor MCI do Prius, então sempre ouvi dizer que a eficiência de um motor a combustão é cerca de 20%, e vocês estão a dizer que o MCI do Prius anda sempre à volta de 90%. É mesmo assim, ou estou aqui a ver algo mal?

 

Nop, o MCI do Prius 1G e 2G tem 37% de eficiência.

Talvez se tenha falado que o MCI quando trabalha fá-lo numa gama de rpm-binário que anda normalmente dentro dos 90% do melhor consumo específico do motor.

Carlos Rodrigues:

Afinal acabei de descobrir que o 1º hibrido da Toyota nem foi o Prius, foi o Toyota Coaster, que é um autocarro:

http://en.wikipedia.org/wiki/Toyota_Coaster

O Coaster surgiu quase em paralelo com o estudo do projecto G21 (Prius). Chegou antes ao mercado, uns meses...

 

Branca de Neve 30% são minha autoria...

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João Prates replied on 27 Jul 2011 18:07

Alexandre Moleiro:

A transformação de uma forma de energia noutra diferente é normalmente um processo que não é perfeito, acarretando perdas. Nos veículos híbridos acontece o mesmo. A transformação de energia cinética, proveniente do MCI ou do movimento do veículo, em carga da bateria e vice-versa tem perdas.

Surge então o paradoxo híbrido: "Reduzir o acesso à bateria/EV ao mínimo possível"

 

Se a bateria deve ser usada o mínimo possível então em teoria um veículo não-híbrido com start/stop conseguiria a mesma eficiência. Daí o paradoxo!

Prometido é devido, cá estou. Geeked

Ora bem, quando ouço esta história do "paradoxo híbrido" de facto sobe-me o vapor na veia... e porquê?

Porque dizer que existe este paradoxo é não perceber REALMENTE o conceito híbrido, e antes que o Alexandre me responda, não estou a apontar baterias a ti em particular rapaz!

Também tenho de dizer que por mais que me dê gozo ir aos números e à técnica em detalhe, esta é mais uma questão de conceito, de filosofia, do que propriamente de avaliação quantitativa. Apreciem então os membros "de letras" o seguinte:

Realmente se o Prius não tivesse bateria e motores eléctricos, se fosse só o MCI, e colocando de parte o facto do MCI tal como está desenhado não ser capaz de meter o carro em andamento, teria o mesmo consumo quando conduzido de forma óptima.

Dito de outra forma: Realmente é verdade que o melhor consumo obtém-se por via das técnicas tradicionais, obviamente melhoradas em certos particulares com o conhecimento do HSD a um limiar de perfeccionismo extremo, mas 90% do consumo baixo deriva de coisas banais como:

 - Acelerar apenas na medida do necessário;

 - Acelerar calmamente e sem repentes;

 - Travar ao mínimo, i.e. se precisas de travar é porque aceleraste demais antes, ou não tiraste o pé do acelerador a tempo;

 - Pressão dos pneus no máximo autorizado pelo fabricante para minimizar atrito de rolamento;

 - Vidros fechados e A/C desligado;

 - etc, etc, etc.

Quem consegue fazer bons consumos num carro tradicional consegue pelos mesmos métodos fazer bons consumos no Prius, ponto.

Então para que raio serve um híbrido? Porque se deram ao trabalho de meter baterias e motores eléctricos?

Porque as condições acima descritas são teóricas! Não é evidente!?!?!?

Se o mundo fosse perfeito, se eu conseguisse evitar que o semáforo fechasse antes de eu passar, se o raio do calor não me fizesse destilar e optar por ligar o A/C, se os pneus duros que nem pedras não me dessem cabo das costas... se... se... se... então sim o híbrido não fazia falta nenhuma.

Acontece que temos mesmo de travar, que gostamos do A/C a dar fresco, que fazemos as nossas asneiras na condução, todos nós fazemos, e é nesses desperdícios que o sistema híbrido entra em jogo. Eficiências à parte, regimes de rotação à parte, esqueçam por momentos os consumos específicos, o que importa é que o híbrido gasta menos em UTILIZAÇÃO NORMAL quando simplesmente se faz uma comparação com a condução NOS MESMOS MOLDES de um carro dito convencional. Isto porque recupera parte do desperdício gasto nas nossas asneiras.

Não há paradoxo nenhum nisto!!!!! 

O híbrido gasta pouco porque "perdoa" muita da nossa asneirada ao volante, mas naturalmente se NÃO FIZERMOS ASNEIRA, i.e. se não desperdiçarmos energia, o sistema híbrido acaba por ser mais um peso morto do que outra coisa, e não faz falta nenhuma.

Claro está que aqui neste campo a eficiência do MCI é fundamental, porque se metemos o MG2 e a bateria reduzidos para segundo plano o MCI tem toda a importância. E sabemos bem que o MCI sozinho pouco vale, precisa do MG2, por isso na prática não metemos o MG2 na bagageira mas antes o alimentamos ou usamos mecânica electricamente sem recurso à bateria, por via do MG1. Relembro que em cruzeiro o MG2 funciona como GERADOR e não como motor, e que quem funciona como motor é o MG1... modo esotérico... e sem intervenção da bateria... nicles!

Acho que já aqui disse isto, mas sempre relembro mais uma vez: Quando perguntei ao Gerald Killmann como tinham conseguido um MCI tão brilhante no 3G com um consumo específico perfeito em quase toda a gama de rotações/load, tive uma resposta absolutamente surpreendente que seria a última coisa que esperava: "Fazer um motor de combustão que tenha as características do ZVW30 não custa nada, é fácil". Como?????

Pois... disse-me ainda: "O que custa é fazer um motor de combustão que seja capaz sozinho de movimentar um carro, que tenha binário e potência em qualquer regime, em qualquer relação de mudanças. No Prius temos o MG2 para complementar e tirar metade do trabalho ao MCI, não tenho de me preocupar com forças em baixos regimes, simplifica imenso o desenho do MCI." Ah pois é. Fiquei parvo, e ao mesmo tempo pensei "isto é o ovo de Colombo, como é que nunca pensei nisto???".

Tanta admiração, tanto espanto com o MCI dos Prius, e afinal aquilo é um "passeio no parque" para o pessoal dos Powertrains da Toyota...

 

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Excelente post.

Não compreendi foi o seguinte:

"O que custa é fazer um motor de combustão que seja capaz sozinho de movimentar um carro, que tenha binário e potência em qualquer regime, em qualquer relação de mudanças."

Isto significa que se retirassemos o motor eletrico o MCI não era capaz de fazer o carro iniciar marcha? Partindo do principio que percebi corretamente, quando nao temos qualquer bateria é ainda assim o motor eletrico que faz o carro iniciar andamento com energia fornecida pelo MCI?

Peço desculpa pela minha ignorancia mas o que significam as siglas MG1 e MG2, compreendi que estão relacionadas com a parte eletrica mas ainda não estou muito dentro dos termos tecnicos? Desculpem as duvidas mas estou a tentar adquirir o maximo de conhecimentos.

 

 

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Telmo Salgado replied on 30 Jul 2014 10:36

Hugo, dá uma leitura da Escola HSD.

http://prius-pt.com/cafe/forums/89.aspx

 

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Obrigado pela ajuda Telmo.

Andava a procura desse tipo de informações, mas pelos vistos no local errado.

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