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Porque não aposta a Toyota nos EVs?

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João Prates Posted: 6 Oct 2015 12:02

Na sequência deste post sobre a aposta Toyota no hidrogénio, aqui fica a sequência natural das conversas por Frankfurt sobre porque motivo não temos EVs Toyota na estrada, com a excepção do RAV4 EV em alguns estados Americanos.

Dito de outra forma, se a tecnologia H2 vai levar 30 a 40 anos a vulgarizar, espera a Toyota que fiquemos esse tempo com híbridos? As pessoas com híbridos querem evoluir para EVs, e ficam desiludidas por não o poderem fazer sem sair da Toyota. Como vão preencher esse vazio de tecnologia?

Os textos que se seguem são a minha percepção dos porquês, não são posições oficiais Toyota!

 

A Toyota acredita que os EVs fazem sentido apenas para ambientes urbanos.

A comercialização de EVs adaptados aos ambientes urbanos implica conseguir produzir pequenos veículos que se provem úteis no percurso casa-trabalho-casa, por oposição aos percursos entre localidades ou mesmo a grandes viagens.

Os veículos actuais, talvez com a excepção do i-Miev e seus clones, são claramente grandes demais para esta visão da Toyota. Tanto assim é que optaram por desenvolver o iQ na sua versão EV quando se propuseram fazer o seu primeiro EV para a estrada, leia-se cidade!

Onde a Toyota acredita ser o primeiro local de utilização privilegiada de EVs é na mobilidade individual. Veja-se o projecto de Grenoble, o único local fora do Japão onde uma iniciativa do género da Toyota está a ter lugar. A bem da verdade eu próprio e todos os que andam de scooter eléctrica concordamos que é onde se tira maior proveito do veículo ser eléctrico, e onde temos mais facilidade de utilização...

 

O abastecimento de EVs em estrada não é escalável

Imaginemos por instantes que apenas metade da frota de veículos a circular na estrada eram eléctricos como os conhecemos hoje. Imaginemos agora que a maior parte deles já conseguia um carregamento a 80% em cerca de meia-hora, que é o standard hoje em dia, mas nem todos suportam.

Experimentem parar numa área de serviço de uma auto-estrada, ou de um grande centro populacional durante meia-hora. Contem os veículos que entram e saiem abastecidos com combustível fóssil.

Agora é só pensar que por cada um que chegou tinham de ter um posto de carregamento rápido disponível durante essa meia-hora. Mesmo que entre apenas 1 carro a cada minuto, o que é pouco para um centro urbano, temos de ter 30 postos de carregamento rápido disponíveis para poderem atestar.

Se considerarmos a potência dos carregamentos rápidos como sendo 50 kW, a estação de serviço teria de ter um post de transformação próprio de 30x50=1,5 MW de potência!!!! E o espaço necessário para ter 30 carros estacionados em carga durante essa meia hora? Esqueçam, isto não é minimamente aceitável, e nem sequer considerámos um ritmo de chegada de viaturas elevado!

Como consequência se retira que os EVs devem ser preferívelmente carregados em casa ou no trabalho, a partir de tomadas comuns, para o seu trajecto pendular habitual de curta distância que exije pouca quantidade de energia, compatível com um carregamento lento nocturno em casa.

Até os postos da Tesla já começam a ficar entupidos nos países nórdicos, e esses carregam muito mais depressa, com muito maior potência, e por consequência com menos tomadas por posto. É natural que com mais carros na estrada surjam problemas dos postos estarem sempre ocupados...

 

Toyota não quer perder dinheiro a fazer carros.

Ora chegamos ao ponto em que dizemos que os carros devem ser pequenos utilitários ou de transporte individual, recarregados em qualquer tomada... lá está, idealmente um iQ. Mas porque não fazem?

Basicamente porque não querem perder dinheiro. Qualquer um dos EVs actuais em comercialização, com a notável excepção da Tesla, são mais veículos de marketing e promoção da marca do que negócio. Ou não têm margem praticamente nenhuma de comercialização ou são perdas absolutas de dinheiro, i.e. o fabricante perde dinheiro por cada unidade vendida.

Não é novidade nenhuma vir um ou outro CEO admitir que só fazem EVs para poderem comercializar os outros veículos mais poluentes, por obrigação legal. Isto acontece nos Estados Unidos aos montes, são os chamados compliance cars. Há CEOs que o admitem abertamente, e há quem não o admita mas evidentemente ainda é verdade. O custo das baterias não desceu ainda o suficiente para um pequeno familiar ou citadino poder ser comercializado ao preço do seu segmento.

O triste no meio disto tudo é que nem com as marcas a perder dinheiro em cada carro se vê uma invasão de EVs na estrada! Estamos a falar de viaturas que as marcas naturalmente não querem vender, basta ver as histórias que temos por aqui da autêntica cruzada que foi para alguns comprar um EV, mas nem assim "baratos" as pessoas os compram! É trágico!

A única solução para isto é fazer carros de topo de gama como faz a Tesla, onde o custo das baterias e demais tecnologia fica perfeitamente enquadrada na classe do carro e nível de preço correpondente. Quando se fazem carros de 80 mil Eur para cima, até para cima de 100 mil Eur, é fácil esconder o preço de ser EV.

Outro factor preponderante que Fabio Capano foi bastante claro em afirmar: Se formos ver onde é que os EVs mesmo aos preços actuais ainda conseguem vender em número de unidades minimamente interessante verificamos que se trata sempre de países com fortes incentivos fiscais. As pessoas só compram EVs quando têm uma grande fatia do preço suportada pelo estado, pelos governos locais. Isto para a Toyota não é minimamente aceitável. Temos de ter um produto que vale por si, não um produto cujo sucesso dependa das ajudas voláteis e vontades políticas dos governos em constante mudança.

E foi básicamente por isto que o iQ EV ficou na gaveta findo o projecto. O seu custo de comercialização mínimo (para as margens mínimas que a sustentabilidade de negócio da Toyota impôem) iria condenar o carro ao fracasso de vendas. Quem compraria um iQ EV quando ao mesmo preço poderia ter por exemplo um Nissan Leaf? Pois.

 

Toyota não quer fazer EVs de luxo.

"Somos uma marca que luta pela democratização da tecnologia, não queremos ser uma marca que faz carros de show-off para exibir à porta de casa". Não me peçam para dizer quem proferiu esta frase, mas parece-me que o target era claro: Marcas como a Tesla ou a BMW com o seu i8 podem fazer o que querem com os seus modelos topo de gama, o preço permite-o. A Toyota poderia sem qualquer dificuldade fazer o mesmo, mas não é esse o seu mundo.

A Toyota pretende elevar a base da mobilidade, pretende fazer evoluir pela raíz a sustentabilidade dos transportes, e não apenas produzir carros limpos para meia dúzia de previligiados. Deixa esse mercado para os outros.

Portanto até ser possível fazer um EV comercialmente viável que seja tão generalista e acessível como é hoje um Prius, eles não se metem nisso. Ganha-se mais ambientalmente falando a converter um milhão de ICE para HSD que a vender alguns milhares de EVs a quem já tinha HSD ou semelhante.

 

Então porque não avançar em força com PHVs?

Compreendidos os princípios anteriores, a pergunta é óbvia: Se fazer EVs é perder dinheiro, se os EVs são mau negócio tanto em número de vendas como em margens de comercialização, parece óbvio que o caminho são os PHV! Não vamos ficar 40 anos à espera do H2! Porque motivo não espalha a Toyota a tecnologia PHV à restante frota?

Argumentei tanto junto de Gerald Killman como de Fabio Capano que fazia todo o sentido ter mais viaturas PHV na frota. Porque não um Auris PHV, uma Prius + PHV? E por aí fora... PORQUE NÃO?!?!?

A resposta mais uma vez prende-se com o mercado, com o que o mercado está disponível para fazer, e não com o fabricante automóvel. O custo acrescido das baterias, o beneficio que daí advém, e a disponibilidade do comprador para investir.

Caso prático: O Prius PHV base custa uns 5 ou 6 mil eur a mais que o modelo equivalente Prius 3G. Esqueçam os maluquinhos dos híbridos e defensores do ambiente, que carregam o carro a cada oportunidade para tirar partido do range EV. Quantos kms têm de ser feitos em EV para compensar o aumento de preço de 6 mil Eur num carro praticamente igual (3G vs PHV)? Quem está disposto a investir e esperar pelo retorno desse investimento?

Considerando uma tarifa redonda de 20 cêntimos por kWh o PHV gasta sensivelmente 14 kWh por 100 km, por isso 2,80 Eur por cada 100 km a rolar em EV. A rolar em HV o Prius PHV fazendo contas redondas a 4 litros aos 100 km são pelo menos 5,20 Eur. Sensivelmente o dobro. Dividindo esta diferença pelos 6 mil Eur de diferença de preço do 3G para o PHV são 250 mil km para recuperar o investimento!!!!

Pior que isto, as estatísticas e a informação disponível em vários fabricantes indicam que muito estupidamente as pessoas compram os PHV para terem acesso a beneficios fiscais (como é o caso agora em Portugal), mas depois não recarregam o carro na tomada! O carro continua a andar, por isso querem lá saber da maçada de ter de andar a carregar... económicamente é no mínimo estranho.

Por isso o sucesso de vendas do Prius PHV foi tudo menos brilhante, como a própria Toyota reconhece. Mas há que aumentar a atractividade do modelo, dar mais autonomia, aí as pessoas vão ver mais um EV que um HV, e o conforto de não ter de depender de combustível de todo no dia a dia vale muito também. "O problema do PHV na minha opinião foi ter pouca autonomia, foi muito racional e pouco de emoção, as pessoas não são máquinas frias racionais, elas querem ver autonomia", digo eu, ao que Fábio Capano me arruma num instante com a resposta "Pois, não o conseguimos vender como gostaríamos com apenas 20 km de autonomia, e a tua solução é encarecer ainda mais com mais bateiras? Para que preço achas que ia? Até quanto achas que o mercado estava disposto a pagar? Ora aí está uma boa pergunta para fazeres no teu fórum, até agradecemos que o faças!".

Fabio Capano peremptório: No dia em que consigamos dar um produto a um preço acessível, que tenhamos boas possibilidades de ter boa aceitação, em que o cliente não hesite entre um HV e um PHV, nesse dia terás toda a frota PHV. Até lá temos de continuar a trabalhar na redução de custo das baterias, que são o nosso maior obstáculo. A tecnologia está pronta do ponto de vista técnico, falta o mercado, falta baixar mais os custos.

Já no dia anterior falando com outra pessoa, e argumentando com o mesmo raciocínio tinha ouvido uma resposta do tipo "Olha para a GM, olha para o Volt, aquilo também não lhes está a correr muito bem, e têm uma autonomia superior, dentro do nível do que tu dizes que gostarias de ter...". Aumentar a autonomia não é nenhuma solução mágica. O mercado, a cabeça das pessoas, as formas de pensar são muito complexas, há que o dizer.

 

Na minha opinião o que mais falta é mudar mentalidades. Sem mentalidades, sem informação, sem educação sobre as vantagens dos EVs e dos PHVs não podemos atirar pedras aos fabricantes.

Defendemos os PHVs, defendemos os EVs, mas há uma questão que me veio a ocupar a cabeça no avião de volta de Frankfurt: De facto nem aqui em Prius-PT.com temos muita gente que tenha comprado o seu PHV ou EV em novo. A maior parte dos EVs e PHVs daqui foram comprados usados, e com uma brutal desvalorização. Afinal parece que nem os membros Prius-PT.com na sua generalidade, sendo dos mais bem informados, estão dispostos a pagar o preço à saída do stand com 0km... e nós ainda temos benefícios fiscais significativos...

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José Rosado replied on 6 Oct 2015 12:28

Que me desculpem os mais cépticos, mas essa história do preço das baterias é mais uma desculpa esfarrapada, que outra coisa Angry

 

As marcas simplesmente não estão para perder dinheiro é em manutenção..não é na venda dos carros. É na manutenção que se perde dinheiro, pois esta passa a ser praticamente inexistente. A quantidade de componentes mecânicos é que define o principal preço de um carro. Não me venham dizer que o grosso do preço está na carroçaria. Num carro eléctrico, o número de componentes mecânicos é muito mais reduzido. Um motor eléctrico é muito mais barato de produzir que um motor de combustão. Isto compensa largamente o preço das baterias. 

 

Além disso, existem outras tecnologias, como super condensadores que podiam ser combinados com as baterias para dar mais capacidade. Mas é óbvio que não existe interesse. A Nissan já podia ter um Leaf com 48kWh em vez dos 24 e dos agora 30kWh, mas primeiro há que fazer render o peixe Angry

É óbvio que a continuar com esta politica (de ir aumentando as capacidades aos poucos) acrescida da recusa em dar possibilidade aos donos actuais de terem acesso a uma bateria de capacidade superior e que ocupa o mesmo espaço que a outra, as pessoas preferem esperar pelo próximo modelo..é um bocado como a evolução dos processadores e dos computadores.

 

Quanto à enchente dos postos de carga, também não pega... Hoje em dia tens sempre carros a entrar e sair dos postos de combustíveis, porque ao contrário de um EV, as pessoas não podem abastecer em casa Wink

Quanto às filas que começam a surgir nos SC da Tesla nos países nórdicos, isto só acontece porque a Tesla garante carregamentos rápidos de graça para todos os donos. Se tivessem um custo ligeiramente superior ao que as pessoas pagam pela electricidade em casa, achas que tal ainda aconteceria? 

 

 

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Claro que sim Rosado, tu é que tens razão! Sinceramente!

Que se duvide e se conteste algumas ou até todas as posições da Toyota neste campo, é perfeitamente legítimo.

Agora com argumentos desses não será certamente!

 

Se há alguém que admiro genuinamente e que acredito estar a fazer o tudo por tudo pela mobilidade sustentável, com uma estratégia completamente diferente da Toyota mas perfeitamente válida, é Elon Musk e a sua Tesla.

A Tesla anda há anos a tentar chegar ao Model III, a tentar produzir um EV acessível às massas, é o target final deles. A Tesla é sem qualquer sombra de dúvida quem tem o preço por kWh das baterias mais baixo do mercado. E onde está o Model III? Porque motivo não existe um Model III, o equivalente a um Leaf da Nissan, na Tesla???

Ah pois, segundo a tua opinião os construtores, onde se inclui naturalmente a Tesla presumo eu, não fazem EVs acessíveis porque:

José Rosado:
As marcas simplesmente não estão para perder dinheiro é em manutenção..não é na venda dos carros.

Ridículo! Se mais não for, o caso da Tesla prova que isto é completamente errado! Não fazem porque o preço não chegou lá ainda! Ponto!

 

José Rosado:
Além disso, existem outras tecnologias, como super condensadores que podiam ser combinados com as baterias para dar mais capacidade.

Outro disparate pegado. As baterias são caras, mas os supercondensadores são baratos? Isso é onde? Em Marte? Sinceramente...

 

José Rosado:
Quanto à enchente dos postos de carga, também não pega... Hoje em dia tens sempre carros a entrar e sair dos postos de combustíveis, porque ao contrário de um EV, as pessoas não podem abastecer em casa

O argumento dos postos referia-se a viagens fora do tradicional percurso casa-trabalho-casa, pensei que estivesse claro para todos.

Experimenta por favor fazer Lisboa-Porto ou Lisboa-Coimbra, ou outro percurso com o carregamento nocturno em casa... basta ler direito...

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De forma eloquente e concreta, o exemplo da Tesla serve para justificar a ausência da Toyota no mercado EV. Mas o Leaf não, e o sucesso deste segmento C deveria ter tido maior correspondência...

Branca de Neve 30% são minha autoria...

Planeta: CO2

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Já agora um outro argumento que me esqueci de referir, que também sem mencionar nomes digo apenas que veio de um jornalista:

Olhem para o caso do Outlander PHEV. Aquilo vende que é uma coisa doida, mas já viram porquê? O carro com os benefícios fiscais fica ao mesmo preço ou até ligeiramente mais barato que a versão diesel. Claro que assim vende!

Pergunto eu: Tirando o maluco (no bom sentido) do Telmo Azevedo, quantos mais se dão ao trabalho de carregar o carro?

 

E outro apontamento, este do Fabio Capano: "Com os nossos carros híbridos a terem a eficiência que têm, a chegar praticamente aos 3 litros agora com o Prius 4G, os ganhos financeiros que podiam motivar mais as pessoas a escolher um PHV ou um EV são cada vez mais reduzidos. Cada vez é mais difícil justificar o gasto adicional de encher o carro com baterias para autonomia EV".

De certa forma é irónico que seja a altíssima eficiência das motorizações e transmissões actuais a reduzir cada vez mais as vantagens dos EVs, e a fazer sobressair as suas limitações.

Esperemos que a Tesla GigaFactory venha mudar para melhor estas perspectivas ao reduzir significativamente o custo das baterias.

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Telmo Salgado:
Mas o Leaf não, e o sucesso deste segmento C deveria ter tido maior correspondência...

O Leaf faz a Nissan perder dinheiro com cada unidade vendida Telmo.

O Leaf é para a Nissan o que o Prius 1G foi para a Toyota, genéricamente e estratégicamente falando.

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Luis Neves replied on 6 Oct 2015 13:17

Percebo perfeitamente a argumentação da Toyota. Mesmo no meu PHV comprado em segunda mão já com uma boa desvalorização em cima, dificilmente conseguirei recuperar o sobrecusto face a um HV similar.

O que me parece é que a Toyota está a subestimar a imagem de mercado com a sua ausência nestes segmentos. Por alguma coisa os outros estão lá mesmo a perder dinheiro. A Toyota conseguiu uma imagem de marca inovadora com os HV. Neste momento a inagem está-se a perder para a Tesla, Nissan, etc. O valor dessa imagem não compensaria estar presente?

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João Prates:

O Leaf é para a Nissan o que o Prius 1G foi para a Toyota, genéricamente e estratégicamente falando.

Ora aí é que bate o ponto: pela lógica atual nunca a Toyota teria no passado produzido o 1G....

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Luis Neves:
pela lógica atual nunca a Toyota teria no passado produzido o 1G....

Tens de juntar aqui os Fuel Cell para ter o enquadramento geral.

Lembra-te que eles acreditam que tudo o que é hoje MCI vai passar a ser FC.

Para eles os EVs vão ser apenas utilizados nos centros urbanos, e apenas onde existem infraestruturas capazes, o que elimina logo uns 80% dos mercados mundiais, porque não vais deixar de vender Hilux em África para vender EVs... só para dar um exemplo.

Creio que o problema é esse: O investimento teria de ser muito maior, perder dinheiro durante muito tempo, e depois quando fosse altura de estarem com produtos maduros já os FCs teriam invadido o mercado.

Eu dei esse argumento ao Fábio, e a resposta foi "O nosso novo 1G, o nosso novo investimento para o futuro é o Mirai, são os FC".

Se só podes perder dinheiro numa frente, se só podes investir milhões de R&D num cavalo, apostas naturalmente no que pensas ter maiores probabilidades de ganhar, de render mais.

Se têm razão... o tempo o dirá.

 

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José Rosado replied on 6 Oct 2015 13:45

João Prates:

A Tesla anda há anos a tentar chegar ao Model III, a tentar produzir um EV acessível às massas, é o target final deles. A Tesla é sem qualquer sombra de dúvida quem tem o preço por kWh das baterias mais baixo do mercado. E onde está o Model III? Porque motivo não existe um Model III, o equivalente a um Leaf da Nissan, na Tesla???

Ah pois, segundo a tua opinião os construtores, onde se inclui naturalmente a Tesla presumo eu, não fazem EVs acessíveis porque:

José Rosado:
As marcas simplesmente não estão para perder dinheiro é em manutenção..não é na venda dos carros.

 

E já viste o tamanho do pack de baterias do Tesla mais acessível versus o do Leaf? É que é só 3x mais capacidade, num carro muito maior, com muito mais tecnologia e que não custa 3x o preço do Leaf. Além disso, o Leaf usa baterias que são basicamente uma bosta e sem sequer usar refrigeração Angry

 

A Tesla ainda não tem o model III, por uma razão muito simples: não existe capacidade de produção de baterias para produzir o modelo em questão em massa. Além disso, a Tesla não vai fazer o model III com um simples pack de 24kWh da pior química que existe e sem refrigeração, como acontece com a maior parte dos EV que andam por aí...

A única coisa que a manutenção tem dado à Tesla é prejuízo. Os power train partidos, o problema do interruptor para ligar o carregamento da bateria de 12V que está dentro do pack de baterias tem feito com que eles substituam o pack completo e o power train completo.. A Tesla ainda não teve lucros!

 

João Prates:
Outro disparate pegado. As baterias são caras, mas os supercondensadores são baratos? Isso é onde? Em Marte? Sinceramente...

Muito mais baratos..apenas tem o problema das correntes de fuga. Mas para uma carga para uma viagem logo a seguir, oferecem todas as vantagens: carregamento ultra rápido, não sofrem com cargas rápidas, permitem correntes elevadas.

 

 

 

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